Carros sem condutor revolucionam seguros
07 Ago. 2017

“A chegada dos carros sem condutor e ligados à internet vai ter grande impacto no negócio das seguros porque podem surgir outros atores, por exemplo operadores de telecomunicações ou empresas de serviços (uti/ities), que podem fazer apólices de acordo com o comportamento dos condutores”, afirma Gionata Tedeschi, responsável pela estratégia digital da Accenture para a Europa, Africa e América Latina (EALA).


Uma mudança que pode ter impacto no esbatimento das fronteiras entre os competidores tradicionais e no aparecimento de novos concorrentes. “Os carros conectados terão impacto nas cidades inteligentes e ao aparecimento de competidores over the top como a Google. Por exemplo, a Apple já está a pensar no automóvel como uma extensão do iPhone”, refere este especialista da Accenture que esteve recentemente em Portugal para participar como orador do Fórum Expresso XXI.


“Estamos no meio de uma mudança radical. Só as empresas mais ágeis e flexíveis que fizeram a transformação digital vão sobreviver”, considera Gionata Tedeschi. “O processo de transformação digital das empresas deve ser como quem viaja numa autoestrada: a passagem deve ser eficaz e rápida. Se formos por atalhos o mais certo é não chegarmos a tempo”, defende. “De igual modo, as empresas que querem colher os benefícios da revolução digital devem avançar de forma decidida para evitar que os atalhos dos sistemas de informação legados (a velha informática) impeçam que essa transformação se faça”, acrescenta este especialista.


Por isso, não surpreende que este exigente processo de transformação digital na Europa esteja a acontecer a diferentes velocidades, consoante os países e sectores de atividade. Mesmo assim, Gionata Tedeschi constata que no último ano na Europa e regista um aumento de velocidade de adoção da tecnologia digital em muitas empresas. “Nota-se que estão a fazer um esforço de preparação e a ganhar agilidade”, defende, por haver maior consciência dos impactos positivos para o desempenho do negócio. Um estudo recente da Accenture indica que a utilização das tecnologias poderá gerar um aumento de 2 mil milhões de dólares na economia mundial até 2020.


Mas o processo de transformação para o digital é “exigente” e implica “mudar a mentaI dade dos executivos de topo e dos trabalhadores”. “Temos feito inquéritos sobre a atitude dos trabalhadores nesta matéria e constata-se que a perceção em relação ao impacto da tecnologia na flexibilidade da empresa é agora mais positiva”, observa Gionata Tedeschi.


Para que o processo de digitalização possa avançar em velocidade de cruzeiro, este responsável da Accenture defende como boa solução a criação da função de CDO (Chief Digital Offlcer) com “poderes para fazer a ponte e ser um catalisador para ativar a jornada de digitalização”. Mas, adverte, “o cargo de CDO não assegura só por si que a transformação digital seja um sucesso”.


Gionata Tedeschi identifica três passos fundamentais para uma organi2ação se tornar digital. “Além de um modelo de governação e o envolvimento da gestão de topo, deve ser criado um motor de transição dos sistemas legados para o mundo digital”. Em terceiro lugar,
este especialista diz que deve ser criado na empresa “um farol de inovação que faça um varrimento constante do que está a acontecer no exterior”. Dá como exemplos, “a aposta na inovação aberta” e “na colaboração com startups e universidades, de forma a envolver talento a pedido e a estar focada em projetos”. “A transição dos sistemas legados para o digital passa por este ecossistema exterior”, sublinha Gionata Tedeschi.

Experiência ajuda

Por outro lado, os projetos de transformação digital são complexos e implicam investimento. “E necessário ter orçamento para formar e recrutar talento (incluindo quadros seniores) de várias disciplinas”, diz o diretor geral de estratégia da Accenture. “E preciso ter um efeito combinatário entre novas tecnologias e gestores seniores que saibam combinar diferentes disciplinas”, recomenda Gionata Tedeschi. E dá um exemplo concreto na área da distribuição. “Se combinarmos no mesmo projeto as tecnologias de internet das coisas e de blockchain podemos passar a ter contratos inteligentes, em que há informação em tempo real sobre os bens que foram entregues ao cliente e os pagamentos que já foram feitos, controlo de qualidade, etc. Estamos a falar de um projeto complexo que exige competências multidisciplinares e também o envolvimento de várias funções da empresa envolvidas na cadeia de valor (comerciais, apoio ao cliente, finanças, aprovisionamento...)”.


Qual é o papel de um país como Portugal? “E importante que o Governo, as universidades e as empresas estejam focados em fazer parte desta jornada. Portugal deve passar de exportador a importador de talento”, defende Gionata Tedeschi.


Para as pequenas e médias empresas (PME) a transformação digital e a indústria 4.0 podem ser paradoxalmente uma ameaça e uma enorme oportunidade. “As PME podem estar ameaçadas se não se adaptarem e não agirem, mas podem beneficiar das oportunidades que as empresas plataforma e o comércio eletrónico lhes proporcionam. Quem não aproveitar as oportunidades do mercado global, alguém o vai fazer. Quem não agir, perde”, alerta Gionata Tedeschi.

João Ramos (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

Fonte: Expresso Economia - 29-07-2017

Campos de férias: o que cobre o seguro
31 Jul. 2017

Todas as atividades devem estar cobertas por um seguro de acidentes pessoais. Em caso de sinistro, as despesas são apresentadas à entidade que gere o campo.

Os campos de férias organizados para acolher jovens dos 6 aos 18 anos são obrigados a contratar um seguro de acidentes pessoais que cubra todas as atividades praticadas durante a estadia. Mesmo que o campo promova atividades radicais, que tipicamente são excluídas por estes seguros, desde que sejam praticadas no contexto das férias contratadas pelos pais, estão automaticamente cobertas pelo seguro.

Em caso de acidente, o seguro de acidentes pessoais dos campos de férias garante o pagamento das despesas de tratamento das crianças ou jovens, até ao limite de 5 570 euros. Já nos casos mais graves, em que o acidente provoca a invalidez permanente da criança, está previsto o pagamento de uma indemnização à família no valor de € 44 560, correspondendo a 80 remunerações mínimas nacionais. Na invalidez parcial, a indemnização é proporcional à percentagem de incapacidade.

Se do acidente resultar a morte de crianças maiores de 14 anos, o seguro paga uma indemnização no valor de 44 560 euros. Por lei, os seguros não podem pagar indemnizações por morte de menores de 14 anos.

Antes da inscrição, apure os procedimentos do campo de férias em caso de acidente, nomeadamente sobre o centro de saúde ou hospital a que poderão recorrer em situações de emergência. Todos os assuntos relacionados com o pagamento de despesas por acidente devem ser sempre tratados com a organização do campo de férias e nunca diretamente com a seguradora.

Fonte: https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/bebes-criancas/noticias/campos-de-ferias-o-que-cobre-o-seguro#

ANunes Segura IV Trail Porto da Cruz Natura
27 Jul. 2017

Como já havia sucedido no ano passado, a ANunes voltou a ser a mediadora responsável por segurar o Trail Porto da Cruz Natura, que já vai na sua 4ª edição. Agradecemos a oportunidade e felicitamos todos os intervenientes, bem como a equipa que organizou esta exigente prova.

A reportagem da prova pode ser vista aqui.

Seguradoras pagam 18,8 milhões de euros em indemnizações por incêndios mas valor pode subir
17 Jul. 2017

As seguradoras vão pagar indemnizações no valor de 18,8 milhões de euros, depois de um "primeiro apuramento de danos" nas zonas afetadas pelos incêndios de junho, na zona Centro, mas esse valor ainda pode aumentar.

Em comunicado, a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) referiu ter realizado um "primeiro apuramento dos danos cobertos por contratos de seguro, consequência dos trágicos incêndios do passado mês de junho na zona Centro do país, sobretudo nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos".

Foi registada a participação de 423 sinistros cobertos por apólices de seguros, o que se traduz num "valor agregado de danos (pagos ou provisionados) da ordem dos 18,8 milhões de euros". (Substituiu no primeiro parágrafo "A Associação Portuguesa de Seguradores (APS)" por "As seguradoras")

"A grande maioria destas indemnizações é suportada por seguros de multirriscos comércio e indústria", ao incluir 26 processos abertos e 11,9 milhões de euros de danos apurados", segundo a associação.

Neste processo estão ainda seguros multirriscos habitação, que abrangem 285 processos, num total de 3,3 milhões de euros de danos.

"Foram ainda participados 21 sinistros por acidentes de trabalho e acidentes pessoais cobertos por apólices de seguro, com 1,5 milhões de euros de danos apurados e 15 sinistros ao abrigo de apólices de seguros de vida, correspondendo-lhes cerca de 919 mil euros de valores pagos ou provisionados, à data da recolha da informação", lê-se ainda o comunicado.

"É possível que estes números venham ainda a subir, pelo que a informação agora prestada deve ser considerada provisória", segundo a APS, que recordou que as habitações com seguro de cobertura de risco de incêndio ficam isentas de franquias contratuais.

Serão ainda calculadas as indemnizações devidas nos termos gerais para estas habitações se houve casos de infrasseguro (seguro feito por valor inferior ao valor da habitação, na denominada regra proporcional).

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas. Quase 50 empresas foram também afetadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta.

Fonte: http://www.dn.pt/lusa/interior/seguradoras-pagam-188-milhoes-de-euros-em-indemnizacoes-por-incendios-mas-valor-pode-subir-8634869.html

Comissão Europeia aprova proposta para a criação de PPR europeu
03 Jul. 2017

A proposta para a criação de um novo produto de poupança para a reforma terá agora que ser discutida no Conselho e no Parlamento Europeu.

A Comissão Europeia aprovou a proposta para a criação do produto europeu de poupança para a reforma (PEPP), uma espécie de PPR europeu, que prevê preencher uma lacuna em muitos países da União Europeia e oferecer uma alternativa de poupança para a reforma. O novo produto, que terá agora de ser discutido no Conselho e no Parlamento Europeu, poderá ser comercializado por bancos, gestoras, seguradoras e fundos de pensões dos vários países.

O novo produto pretende "dar aos aforradores maior escolha quando estão a deixar dinheiro de lado para uma idade mais avançada e fornecer-lhes produtos mais competitivos", adiantou a Comissão em comunicado. O PEPP poderá ser comercializado em qualquer país da UE, comercializado por bancos, seguradoras, fundos de pensões, bancos de investimento ou gestoras de activos, cumprindo um conjunto de características.

O objectivo destes produtos, que se assemelham aos PPR, é dar uma alternativa de investimento para a reforma aos cidadãos, estimulando a constituição de complementos para o fim da vida activa. De modo a que este novo produto não surja numa posição de desvantagem face a outros produtos, a Comissão Europeia propõe que "os Estados-Membros garantam o mesmo tratamento fiscal a este produto semelhante aos produtos nacionais existentes.

"Existem características que fazem todo o sentido neste tipo de produto. Em primeiro lugar deve ser um produto simples. As pessoas não têm muita apetência para estar a ler muita literatura relativamente a produtos. Quanto mais simples for a proposta melhor me parece para os cidadãos e para a própria gestão dos produtos", explicou Gabriel Bernardino, presidente da EIOPA, em entrevista ao Negócios, este mês.

O PEPP terá assim que cumprir um conjunto de condições, permitindo aos consumidores escolher um de cinco esquemas, obedecer a critérios de transparência, bem como ter custos competitivos para os investidores. Qualquer pessoa poderá aderir a este esquema de poupança, desde que se dirija a uma instituição a comercializar esta espécie de PPR europeu.

"Actualmente apenas 27% dos europeus entre os 23 e os 59 anos se alistaram num produto para a reforma. O PEPP pode contribuir para desbloquear este vasto potencial e aumentar o investimento na nossa economia", remata a Comissão Europeia.

A proposta da Comissão será agora discutida no Conselho e no Parlamento Europeu.

Patrícia Abreu

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/comissao-europeia-aprova-proposta-para-a-criacao-de-ppr-europeu

Drones: o que é permitido, obrigatório ou interdito
30 Jun. 2017

Aeronaves não tripuladas não devem sobrevoar zonas onde estão mais de 12 pessoas. Na cidade de Lisboa, Belém e o Rossio são duas das áreas interditas. Eis o que dizem as regras em vigor.

  • Não é necessária qualquer licença individual para operar drones, nem é obrigatório qualquer registo do utilizador ou da aeronave não tripulada;
  • A altura máxima a que uma aeronave pilotada remotamente pode voar livremente é abaixo dos 120 metros, mas isso se não estiver na proximidade de aeroportos, aeródromos ou heliportos ou em áreas proibidas restritas ou reservadas. Mesmo numa zona remota, para pilotar drones acima dos 120 metros haverá necessidade de solicitar autorização à ANAC. Outra das situações que requer autorização expressa é quando a aeronave tem uma massa operacional superior a 25 quilos;
  • De acordo com o regulamento aprovado em Dezembro de 2016, as aeronaves não tripuladas ou pilotadas remotamente, como os drones, não podem voar “sobre instalações onde se encontrem órgãos de soberania, embaixadas e representações consulares, instalações militares, das forças e dos serviços de segurança, locais onde decorram missões policiais, estabelecimentos prisionais e centro educativos da Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, excepto quando devidamente autorizadas pelas entidades representativas desses órgãos”;
  • Os drones não devem sobrevoar zonas onde estão mais de 12 pessoas. Na cidade de Lisboa, Belém e o Rossio são duas das áreas interditas;
  • Não é obrigatório os drones terem seguro. No entanto, a ANAC recomenda que sejam contratados seguros de responsabilidade civil que possam acautelar possíveis danos até porque não ter seguro não significa que “o operador ou o piloto remoto não tenham responder por todos os danos que eventualmente possam causar;
  • Os drones brinquedo não podem voar a mais de 30 metros, nem por cima de pessoas;
  • A ANAC recomenda ainda que o utilizador mantenha o contacto visual com o drone ao longo de todo o voo e que voe apenas em boas condições meteorológicas e de visibilidade.

ANA DIAS CORDEIRO

Fonte: https://www.publico.pt/2017/06/28/sociedade/noticia/drones-o-que-e-permitido-obrigatorio-ou-interdito-1777176

Aniversário ANunes
18 maio 2017

A ANunes fez anos e queria celebrar com todos aqueles que em nós confiaram. Foi nesse espírito que lançámos a campanha de aniversário, com condições que significam para nós um esforço acrescido para corresponder às expectativas dos nossos clientes, tentando desta forma continuar a fazer crescer ainda mais esse universo.

Foi um primeiro ano de luta intensa, mas o retorno que temos obtido é mais do que positivo, fazendo-nos crer que estamos no bom caminho. Queremos continuar a diversificar a nossa oferta, melhorando condições e mantendo a aposta nas novas tecnologias.

Obrigado a todos os que nos têm apoiado. Contamos convosco para festejarmos juntos mais aniversários.

Novo Patrocínio Auto ANunes
09 maio 2017

Já nos havíamos lançado à estrada com a dupla Edgar Sousa e Aléxis Freitas e fazemo-lo novamente patrocinando a dupla Jacinto e Pedro Ferreira. É uma dupla de pai e filho que partilham o gosto pela velocidade e estão também presentes no Troféu Yaris. É com gosto que os iremos acompanhar na edição deste ano deste troféu.

Os interessados em seguirem o troféu podem fazê-lo em https://www.facebook.com/pg/trofeuyarismadeira

A tecnologia está a mudar os seguros
04 Abr. 2017

O modelo de negócio é o mesmo: a protecção dos riscos através do um prémio. Só que as tecnologias estão a mudar o "back-office", com mais produtividade, e a relação com o consumidor com o uso do preço adaptado ao perfil de cada consumidor e ao seu comportamento.

"O sector dos seguros é muitas vezes visto como tradicional, mas na verdade é um dos mais inovadores. Dada a natureza da nossa actividade, que é a protecção de riscos, temos de antecipar tendências e procurar soluções antes mesmo de elas serem requeridas pelos clientes" diz Santi Cianci, CEO da Generali Portugal.

As técnicas de "data mining", "machine learning" e "big data" estão a ser usados e terão uma aplicação crescente no futuro. Segundo Gastão Taveira, CEO da 2iS, "toda a área de 'business analytics' foi alterada e potenciada com os conceitos de 'big data' e 'predictive analytics'". Acrescenta que a "'machine learning' é uma área em fortíssimo desenvolvimento e cujo impacto iremos sentir de forma crescente. As tecnologias de 'machine learning' vão permitir a melhoria da selecção de riscos e subscrição, tarifação, etc". A sua previsão é que "em conjunto, estas tecnologias irão permitir o desenho de produtos muito melhor adaptados às necessidades de segmentos específicos, incorporando a alteração mais frequente de coberturas e preços e tarifas muito mais ajustadas a riscos cada vez mais segmentados. Estas tecnologias vão potenciar o 'usage based pricing' (um preço adaptado ao perfil de cada consumidor e ao seu comportamento)".

Diferenciação e riscos da tecnologia

Santi Cianci, CEO da Generali Seguros, mostra como o caminho se faz na prática do negócio. Até há alguns anos, os preçários das seguradoras eram muito idênticos para todos os clientes, em que o agravamento do preço dependia de factores como a idade e sinistros passados. "Com as novas soluções tecnológicas, este paradigma está a mudar drasticamente. A criação de base de dados com informação sobre sinistros permite uma melhor percepção do risco e da sinistralidade, oferecendo a possibilidade de as seguradoras terem uma melhor quantificação dos riscos a que estão expostas. Por outro lado, as ferramentas de telemática e afins dão a possibilidade de definir padrões de comportamento a nível individual, sendo assim também possível uma adequação do prémio ao risco de forma personalizada" refere Santi Cianci.

Consciente da tecnologia como forma de diferenciação tanto dos "back-offices" como das soluções, a casa mãe, Generali, adquiriu a MyDrive Solutions, start-up inglesa fundada em 2010, que está entre as empresas líderes no uso de ferramentas de análise de dados para definir perfis de estilos de condução. "Esta análise permite identificar produtos inovadores e à medida dos clientes e oferecer preços favoráveis aos condutores de menor risco" refere Santi Cianci. Por isso não surpreende que a Generali tenha integrado a lista das 50 empresas mais inovadoras do mundo de acordo com o MIT Technology Review, sendo a única seguradora a fazer parte deste ranking.

"A criação de base de dados com informação sobre sinistros permite uma melhor percepção do risco e da sinistralidade."
SANTI CIANTI
CEO DA GENERALI SEGUROS

A tecnologia comporta novos riscos como o uso dos dados pessoais e os padrões éticos que exigem, o potencial de exclusão de determinados consumidores em função das suas características e os riscos cibernéticos associados aos elevados volumes de informação detidos pelas empresas de seguros. "A tecnologia tem grandes vantagens, para as pessoas e para as empresas, mas como tudo na vida acarreta riscos. No mundo em rede, em que todos estamos ligados, é necessário adoptar medidas de protecção que minimizem as possíveis ameaças" admite Santi Cianci. E neste campo, as seguradoras são tanto clientes como fornecedoras, como refere o gestor de origem italiana, pois "investimos em soluções tecnológicas e sistemas de informação robustos que são "state-of-the-art" em termos de segurança. Por outro disponibilizamos seguros cibernéticos, de forma a minimizar os impactos de eventuais ataques".

Relação com o consumidor é chave

A digitalização da economia diz-se que vai obrigar a repensar os modelos de negócio das seguradoras, o modelo de relacionamento com os consumidores, e o suporte tecnológico das várias componentes da cadeia de valor do sector. Para Santi Cianci, "a relação com o consumidor é fundamental nos seguros, pelo que as companhias e os seus canais têm de se adaptar às tendências e hábitos de consumo". Os clientes são muito diferentes e uns preferem as plataformas digitais para as suas compras de apólices e outros não prescindem de apoio presencial. As seguradoras têm de estar onde está o cliente, por isso, a tecnologia e o mediador são aliadas neste processo.

Mas como refere "mais do que a tecnologia, o que faz a diferenciação é o serviço personalizado ao cliente". "No que diz respeito à gestão de sinistros, a tecnologia está já a desempenhar um papel importante, pois permite acelerar os processos e desmaterializá-los, com ganhos de produtividade assinaláveis. Já as novas ferramentas previsionais e de 'big data', a par do cruzamento de dados, tem o condão de lançar alertas para potenciais situações de fraude, a qual é um dos principais problemas do sector dos seguros a nível mundial".

Filipe S. Fernandes

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/negocios-iniciativas/seguros/detalhe/a-tecnologia-esta-a-mudar-os-seguros

PwC: “Não estamos longe de ter robots a desempenhar tarefas nos seguros”
29 Mar. 2017

Carlos Maia, Insurance Lead Partner da PwC, antevê que as novas tecnologias vão ser preponderantes para o futuro do setor.

As empresas seguradoras estão mais focadas nos novos hábitos dos clientes e já se começam a adaptar a uma população em rede, segundo Carlos Maia. O partner da PwC afirmou que as novas tecnologias são um dos principais desafios do setor, mas também uma oportunidade para o futuro, durante o Fórum dos Seguros, organizado pela PwC e pelo Jornal Económico.

Ao nível do negócio em si, o setor encaminha-se para a digitalização e Carlos Maia quer “captar talento dos millenials sobre novas tecnologias para o setor”. Por outro lado, a redução de custos “continuará a ser um tema na ordem do dia” e o partner da PwC prevê: “Não estamos muito longe de ter robots a desempenhar tarefas”.

Carlos Maia considera que há uma disrupção tecnológica a afetar a forma como as seguradoras fazem negócios e a relação com os consumidores. “Os clientes estão mais exigentes, mais assertivos, mais ligados nas redes sociais, mais informados e que importam com as opiniões dos peers“, explicou.

De acordo com a PwC, 71% dos clientes usam um meio digital antes de comprarem um seguro e Carlos Maia acredita que “há uma crescente consciência para a alteração dos hábitos dos consumidores”. Numa altura em que estar constantemente ligado a smartphones ou tablets é uma realidade cada vez mais comum, o partner acredita que o futuro do setor segurador trará maior proximidade entre empresas e clientes, bem como uma mudança de postura.

“Em termos estratégicos, um dos objetivos da indústria seguradora é estabelecer uma estratégia digital multicanal e tirar partido de bases de dados”, disse, acrescentando que analisar informação permite oferecer produtos mais personalizados aos clientes.

Carlos Maia acredita também que o setor vai ganhar uma posição “mais preventiva de aconselhamento dos clientes e menos reativa”. “Há todo um conjunto de dispositivos que permite às seguradoras, nomeadamente no ramo de saúde, acompanhar os clientes numa ótica de prevenção e proatividade”.

Leonor Mateus Ferreira

Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/pwc-nao-estamos-longe-de-ter-robots-a-desempenhar-tarefas-nos-seguros-133390

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