Parceria ANunes - Across Morning
20 Dez. 2017

A Across Morning é uma empresa de estudos de mercado e de marketing que faz um trabalho de desenvolvimento à medida das necessidades dos seus clientes. A partir de hoje, os clientes ANunes que quiserem contar com os serviços da Across Morning, terão direito a descontos especiais por orçamento solicitado. O valor desse desconto é avaliado individualmente, de acordo com o ramo de negócio.

Mais informações sobre a Across Morning em www.acrossmorning.pt ou em www.facebook.com/Across-Morning-Estudos-de-Mercado-e-Marketing-925257710892349.

Há Vida Depois do Automóvel?
30 Nov. 2017

A emergência dos veículos autónomos poderá levar as marcas a venderem os automóveis com seguros integrados, o que representa uma ameaça para o sector. Tendo em conta que o seguro automóvel é a porta de entrada de muitos clientes, as seguradoras precisam de criar novos produtos, ou formas de chamar e fidelizar os clientes.

Tradicionalmente, as seguradoras portuguesas têm na vertente automóvel um dos seus pontos fortes, com peso substancial nas carteiras de clientes. Todavia, este segmento poderá ser alvo de ameaça, fruto de uma maior preponderância das viaturas de condução autónoma.

Têm vindo a surgir várias notícias que dão conta que a construtora automóvel 'Fesla planeia vender os seus veículos com seguro incluído, o que poderá ser um repto ao mercado e afigurar-se como uma ameaça para o sector segurador, que poderá ver o papel do automóvel perder importância no negócio. «Essa será a realidade e todos seremos confrontados com ela. Temos consciência desta configuração», referiram os responsáveis presentes no pequeno-almoço de Seguros, no Hotel Dom Pedro. A debater o rumo do sector estiveram António Carlos Carvalho (Lusitania), Inês Simões (Ageas), Maria Rodrigues (Allianz), Mariana Monteiro (Eurovida/Popular Seguros) e Rodrigo Esteves (Liberty).

Tendo em conta a possibilidade de as próprias marcas venderem seguros e juntamente com as tendências da condução autónoma e dos carros partilhados, a perda da fatia do seguro automóvel é um cenário possível. «Mas falta uma questão fundamental: as pessoas. Quem assegura os danos pessoais? Penso que seja essa a grande diferença do sector dos seguros e uma das mais-valias em prol desta eventual concorrência», referem os responsáveis. E dão como exemplo um automobilista que, ao abrir a porta do carro, bate numa outra viatura. Aí já não será responsabilidade da marca automóvel, mas sim uma distracção do condutor. «Será que a marca assumirá esses custos? Ou, uma vez que nada tem a ver com condução, a responsabilidade passa a ser do condutor?», questionaram.

Outra das temáticas prende-se com o futuro dos mediadores de seguros. Prevê-se que, no futuro, a sua actividade não passará pelo automóvel, pois se o automobilista conseguir efectuar todos os passos necessários para obter um seguro através da internet, a sua função perderá relevância. Contudo, os presentes no pequeno-almoço de debate não vêem esta situação de forma apreensiva. «As margens do seguro automóvel não são as mais vantajosas, existindo produtos muito mais rentáveis para os mediadores. E falamos de produtos que permitem uma maior aproximação e estreitamento da relação com o cliente. E os mediadores já começam a des pertar para esta situação, pois estão cientes de que não podem viver exclusivamente do seguro automóvel», explicam.

Não obstante, ficou ciente de que os mediadores não tem tanta preparação quanto as organizações n.o que respeita a esta transformação digital, podendo ser os elementos mais prejudicados neste processo. «Tem de haver um maior esforço por parte das organizações, para melhor instruir os seus mediadores, através da criação de uma linguagem mais acessível, que lhes confira mais competências para o negócio», vincam os presentes.

O automóvel é, assim, uma porta de entrada para o cliente, mas esse panorama poderá mudar. Existe já uma maior relação com os clientes, no que respeita a políticas de fidelização, que permitirão, no futuro, chegar ao cliente por outra via que não o automóvel. «Ainda assim, há muito mais dúvidas que cèrtezas, pelo que estamos perante uma temática ainda sem um desfecho previsível. Mas não considero que seja o automóvel que irá mudar o negócio, mas sim a transformação digital que ditará o futuro do mesmo», explicam os responsáveis.

A oferta das empresas seguradoras em Portugal é vasta, mas existem produtos que registam uma baixa taxa de penetração no mercado, como os seguros de responsabilidade civil, acidentes pessoais e até o seguro de vida. «Tradicionalmente, o português não vê um seguro como um investimento. Mas a evolução da sociedade trouxe consigo novos riscos, pelo que é necessário criar seguros para os mesmos», salientam os presentes. E fornecem como exemplo os drones, cujo risco associado à sua utilização (ferimentos a outras pessoas. embate noutros drones ou aparelhos aéreos) pode implicar a criação de seguros. Noutros mercados já existem aplicações on-demand, que cobram um valor consoante um período de utilização.

Perante este exemplo, o caminho dos seguros passará pela necessidade. «Se fizer uma viagem. aparecer-me-á uma opção para incluir um seguro na mesma. Se for praticar uma actividade de alto risco, terei unia plataforma online que me disponibiliza um seguro apenas para aquele momento. A transformação dos seguros passará por aí e surgirão muitas novas oportunidades de negócio. Mas enquanto actuar de forma standard, isso não será possível», explicam os presentes, referindo que este é um exemplo de soluções que ainda não são uma realidade em Portugal, muito por culpa da configuração deste mercado.

«O sector dos seguros ainda é muito standard, condicionado por sistemas. E os clientes já pedem soluções mais versáteis. sejam referentes aos seguros automóveis como aos de vida. Estes novos riscos exigem uma maior flexibilidade e preparação das empresas para fazer frente às novas necessidades dos clientes», explicam os convidados.

O conceito de risco e a noção de o transferir para uma seguradora (entidades sérias que resolverão problemas que possam surgir) não existe em Portugal. «Tem sido feito muito trabalho nesse sentido, mas ainda não se alcançou a situação desejada. O português é muito conservador, não vê o seguro como um investimento. Em oposição, por exemplo, um consumidor inglês que vem a Portugal jogar golfe, assim que paga para jogar pergunta se o seguro já está incluído no preço. Na plataforma Airbnb, o consumidor francês ao serem-lhe entregues as chaves da casa, perguntará sempre pelo seguro. E estes exemplos acontecem com consumidores um pouco por toda a Europa, menos em Portugal. É impensável que um turista europeu venha a Portugal e não peça um seguro para um qualquer serviço que solicite», referem os presentes no pequeno-almoço de debate.

Quanto aos consumidores portugueses, quando lhes é oferecida a possibilidade de pagar uni valor extra para ter um seguro, declinam essa possibilidade. Sobretudo no caso dos smartphones: o cliente é capaz de comprar um topo de gama, mas prescinde de segurar o dispositivo.

O seguro tem de estar incluído no preço final, caso contrário o consumidor irá prescindir do mesmo. No caso dos consumidores mais jovens, se as seguradoras conseguirem associar um seguro à aquisição ou ao consumo. estarão mais predispostos para estes produtos. «Se conseguirmos embutir o seguro associado à utilização, os consumidores entenderão o risco como algo momentãneo, ao invés de um pagamento anual, e mais facilmente aceitarão fazer um seguro», referem. Ora isto fará com que, actuando apenas tendo em conta o risco, o preço médio de cada produto aumentará. Em contrapartida, o prémio anual deverá descer. No entanto, o consumidor dará mais valor ao seguro, pois sente que apenas paga por um seguro quando realmente necessita de estar segurado ou segurar algo.

No caso dos seniores portugueses (de referir que, actualmente, 52% da população tem mais de 50 anos), estamos perante um target mais velho, com poder de compra, que viaja e está predisposto a comprar. E, acima de tudo, tem noção de que se acontecer algum problema. quer estar protegido. Mas ainda não foi traçada a melhor forma de chegar a este consumidor. «Apesar de estarem mais sensibilizados para o risco, os seniores representam um desafio maior, pois temos de pensar em novas soluções para fazer frente às necessidades de uma população cada vez mais envelhecida», finalizam os presentes no pequeno-almoço de debate.

 

Fonte: Marketeer - edição de 01-11-2017

Parceria ANunes - Hair & Beauty by Rosario & Ivanova
21 Nov. 2017

Apostados em fazer aumentar a rede de parceiros ANunes, celebrámos um protocolo com o salão de beleza Hair & Beauty by Rosário & Ivanova que irá permitir aos nossos clientes beneficiar de um desconto de 15% sobre todos os seus produtos e serviços.

Mais sobre este salão de beleza em https://www.facebook.com/pg/madeirahairbeauty .

Cibersegurança é o próximo grande desafio
31 Out. 2017

Na 3ª conferência organizada pelo Expresso e pela Tranquilidade/Açoreana, o debate foi sobre os ciberataques e a protecção de dados. Porque os riscos são muito maiores do que se pensa.

Ciberterrorismo, ciberataques, “ransomware” ou “phishing” são realidades cada vez mais comuns no dia a dia das empresas e, por isso, uma oportunidade para as companhias de seguros que, cada vez mais, começam a ser procuradas para ajudar na proteção de dados, na recuperação de informação e na gestão das consequências em caso de ataque. Mas são também um desafio, porque são processos novos com os quais ainda se está a aprender a lidar.

Esta foi uma das principais conclusões da 3ª conferência organizada pelo Expresso e pela Tranquilidade/Açoreana, que decorreu esta quarta-feira de manhã na Pousada do Freixo, no Porto, e onde ficou claro que ainda há muito a fazer nesse sentido.

“Estamos num ambiente de grande incerteza e é preciso ir evoluindo e ajustando as soluções à medida que formos aprendendo mais sobre o tema”, disse Nuno Clemente, um dos elementos do conselho de administração da Tranquilidade/Açoreana, companhia que já desenhou uma apólice de ciberriscos para grandes e Pequenas e Médias Empresas (PME). Trata-se de uma apólice que, para as grandes empresas, será feita à medida, e que para as PME será uma espécie de produto chave na mão que cobrirá até 250 postos de trabalho informatizados e com um tecto máximo de 1,2 milhões de euros. Contudo, repara Nuno Clemente, neste momento a companhia de seguros apenas aceita empresas que subscrevam primeiro uma apólice de prevenção de ciberriscos.

Porque, e todos os oradores no debate concordaram com isso, a melhor forma de combater os ciberataques é começar pela prevenção. E também nisso ainda há muito a fazer, porque muitas empresas não estão cientes de que necessitam de fazer essa prevenção e de que precisam de investir para se proteger de um ataque destes.

“Um estudo recente indicou que o primeiro motivo para uma empresa comprar uma apólice de ciberrisco foi porque ouviram nos media que tinha havido um ataque, não por considerarem que a sua empresa pudesse estar em risco”, acrescentou Nuno Clemente.

De facto, segundo um estudo realizado pela consultora EY, “44% das empresas inquiridas não tinham ainda uma equipa dedicada a avaliar ataques destes”, disse Owen Purcell, um dos responsáveis em aconselhamento em ciberinteligência e o orador principal da conferência desta manhã. E “62% disse que não investirá mais depois de um ataque”, acrescentou. “É uma estratégia desastrosa não o fazer, principalmente com a nova regulamentação europeia que aí vem”, disse ainda. E também pelo facto destes ataques serem cada vez maiores em número e em severidade, realçou Nuno Clemente.

Aliás, disse Benjamin Marbouef, da Natixis Banking, hoje em dia “a questão não é se seremos atacados, mas quando”.

É por isso que, a sensibilização junto das empresas é muito importante. “Na Nova Information Management School (IMS) [a faculdade da Universidade Nova de Lisboa especializada em estatística e análise de dados] são leccionadas questões de protecção de dados nas licenciaturas, mas também temos formação para gestores. Porque isto não é um problema só dos informáticos, mas de todos nós”, comentou o professor Jorge Carrola Rodrigues.

 

Fonte: http://expresso.sapo.pt/economia/2017-10-11-Ciberseguranca-e-o-proximo-grande-desafio

Capoulas Santos diz que sistema de seguros português vai ter de incluir a Seca
23 Out. 2017

Por causa da seca, o ministro da Agricultura está no Luxemburgo para pedir novas ajudas para a pecuária. Uma posição que pode ter o apoio de outros países do sul da Europa , desde logo Espanha que vive uma crise semelhante.

Capoulas Santos assume o que o país está a viver uma situação dramática e adianta que vai introduzir a seca no sistema de seguros português.

Seguradoras vão deixar de cobrir navios envolvidos em pesca ilegal
16 Out. 2017

Algumas das principais seguradoras internacionais anunciaram que vão deixar de segurar navios envolvidos de forma sistemática em pesca ilegal, como forma de combater uma prática destrutiva de ecossistemas marinhos.

A Allianz Global Corporate & Specialty, AXA, Generali, Hanseatic Underwriters e a The Shipowners' Club lideraram a que é a primeira declaração do setor dos seguros dirigida à utilização sustentável dos recursos marinhos, anunciada durante a conferência Our Ocean 2017, que decorre em Malta, organizada pela União Europeia.

A declaração, que já foi assinada por 20 empresas, enuncia o compromisso das seguradoras de "não fazer seguros de navios sobre os quais haja conhecimento de envolvimento sistemático em 'pesca pirata', também conhecida como Pesca Ilegal, Não-declarada e Não-regulada" (Pesca IUU, na sigla em inglês).

"Hoje dá-se um grande passo com o compromisso das principais seguradoras em recusarem suporte financeiro à pesca pirata. Apelamos para que outras seguradoras afirmem a sua responsabilidade social e liderança na sustentabilidade juntando-se à luta contra a pesca IUU", disse o diretor executivo da organização ambientalista dedicada ao ambiente marinho Oceana Europe, Lasse Gustavsson. A Oceana foi uma das organizações que liderou campanhas que levaram à tomada de posição das seguradoras.

A tomada de posição pelas seguradoras é também enquadrada pela iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Ambiente Princípios para Seguros Sustentáveis (PSI, na sigla em inglês).

A PSI foi lançada em 2012 durante a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável Rio+20 no Rio de Janeiro e é a principal iniciativa de colaboração entre as Nações Unidas e o setor dos seguros.

 

Fonte: https://www.jn.pt/mundo/interior/oceanos-seguradoras-vao-deixar-de-cobrir-navios-envolvidos-em-pesca-ilegal-8823593.html

SGS Desenvolve Formação Sobre Seguros e Peritagens Automóvel para Oficinas
09 Out. 2017

A SGS vai realizar em Lisboa e Porto, em outubro próximo, um curso de seguros e peritagens automóvel destinados às oficinas de automóveis.

Este curso permite uma melhor interacção das oficinas com peritos e seguradoras através do conhecimento dos deveres e direitos de lesados, oficinas e seguradoras em sinistros automóvel.

Os cursos vão decorrer no Porto dias 16 e 17 de outubro e em Lisboa a 23 e 24 de outubro, sendo essencialmente destinado a orçamentistas e candidatos a orçamentistas, gestores de oficinas e gestores de frota.

O programa incide sobre os seguintes assuntos:

  • O Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel
  • Decreto Lei 291/2007 regulador dos sinistros automóvel nos seguros
  • Prazos legais
  • Direcção efectiva de reparação
  • Veículos de substituição e paralisações
  • Peritagens
  • Garantias
  • Perdas Totais
  • Tipos e Obrigações legais
  • Veículos antigos e clássicos
  • Definições e classes de acidentes de tráfego
  • Softwares de orçamentação Audatex e Eurotax
  • Ler o Relatório de Peritagem
  • Convenções IDS e CIDS
  • Tabela Prática de Responsabilidades
  • Fraude no ramo automóvel
  • Negociação e resolução de conflitos
  • Qualidade e tipos de peças
  • Reparação versus substituição
  • Desvalorizações de peças
  • Avaliação de veículos – Valor Venal
  • Desgaste de pneus, implicações legais e consequências

Mais informações em www.sgsacademy.pt

Fonte: https://posvenda.pt/sgs-desenvolve-formacao-seguros-peritagens-automovel-oficinas/

 

Seguros encontraram surpresas em Pedrógão
02 Out. 2017

Dos 2,5 milhões de euros reunidos pelas seguradoras para doar às vítimas do fogo, foram entregues mais de 1,8.

A direção da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) reuniu-se dois dias após o incêndio ter deflagrado no concelho de Pedrógão Grande, percebeu o carácter excecional da situação e avançou com a criação de um fundo solidário, solução inédita do sector no país. Dos 72 associados, apenas três não participaram por já terem integrados outros movimentos de solidariedade. Juntaram 2,5 milhões de euros para serem entregues aos familiares das vítimas mortais e feridos graves e muito graves e a única exigência foi de que a distribuição teria de ser célere. “Percebemos que havia um grande número de famílias destroçadas e que, com a nossa experiência, poderíamos ajudar”, afirma José Galamba de Oliveira, presidente da APS.

Em menos de dois meses foram analisados e encerrados 56 dos 65 processos relativos às vítimas mortais e o dinheiro entregue às famílias. A associação nunca entrou na discussão sobre vítimas diretas ou indiretas e a experiência do sector facilitou o processo. Assim, depois de 20 dias para estabelecer os critérios da distribuição, foram enviadas equipas multidisciplinares para o terreno, entre 15 de julho e 7 de setembro, para contactar as pessoas afetadas e verificar os laços familiares.Por trás do estabelecimento dos critérios de distribuição do dinheiro doado esteve o diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Pedro Romano Martinez, convidado pela APS.

Decidiu-se que a solução encontrada na tragédia de Entre-os-Rios era um exemplo a não seguir porque, naquele caso, a Procuradoria-Geral da República decidiu que o valor a entregar seria idêntico a todas as vítimas, independentemente das dificuldades de cada família. “Desta vez considerámos que era necessário faze algumas ponderações, tendo em conta, em primeiro lugar, a situação das pessoas no pós-incêndio, sem pretender igualizar”, explica Romano Martinez. Mas foi no momento de aplicar as regras do Direito de Família e as regras sucessórias que as equipas encontraram algumas surpresas. “Por vezes, o verificado não correspondia ao padrão tradicional, daí as nossa preocupação de, sem pôr em causa as regras que nos servem de referência, perceber a realidade dos laços familiares”, conclui.

“O contexto social onde ocorreu o incêndio não assentava no modelo clássico. Encontramos várias situações de mais do que um casamento, filhos de pais diferentes, casos em que havia casamento e união de facto, em simultâneo e em diferido, uniões de facto muito curtas, crianças que nasciam em situações familiares não tradicionais... Para mim foi uma surpresa”, afirma Pedro Romano Martinez. Daí ter sido necessário proceder a uma análise complexa, que só foi possível depois da disponibilização da lista oficial de mortos após o diretor da Faculdade de Direito ter escrito à ministra da Justiça.

No total, 82 pessoas beneficiaram do fundo, dos quais 39 filhos de vítimas mortais, sendo cinco menores, que receberão o dinheiro mensalmente até completarem 25 anos. Foram beneficiados ainda 11 cônjuges ou pessoas vivendo em uniões de facto, 22 ascendentes e dez irmãos. Também 14 feridos graves e muito graves foram sinalizados para receber o apoio e já foi feito inclusive um adiantamento para um doente ainda internado, dada a situação de carência da família.

Em paralelo com a doação, seguiu o trabalho das seguradoras. Foram acionados seguros relativos a 320 casas afetadas pelo incêndio, num total de 2,6 milhões de euros, a que se devem acrescentar um milhão para os danos pessoais e 180 mil euros em indemnizações para os veículos.

Cristiana Martins

Fonte: Expresso - 23-09-2017

Rent-a-car com regras mais transparentes a nível europeu
25 Set. 2017

António, residente em Monção, alugou um automóvel para as férias no Algarve com a família. No final, quando entregou a viatura, a empresa debitou-lhe 400 euros relativo a uma mossa num dos guarda-lamas que João afirma não ter feito.
Aliás, a empresa quando lhe entregou o carro não procedeu a uma vistoria ao estado da viatura, o que apenas fez quando João devolveu o automóvel, pelo que é legítimo João pensar que a mossa já lá estava.

O aluguer de carro sem condutor (vulgarmente rent-a-car) tem sido alvo de muitas reclamações por parte dos consumidores europeus. Muitos consumidores recorrem a esta modalidade de mobilidade seja em férias, seja, por exemplo, na sequência de um acidente automóvel. Quando consultam o preçário das empresas, ou os seus sítios eletrónicos na internet, são atraídos por preços e condições que depois, na prática não se verificam. Na realidade, o preço baixo anunciado raramente é praticado e o consumidor é frequentemente confrontado com uma fatura com valores muito diferentes dos que esperava, seja por causa do seguro que não estava incluído, ou do combustível ou da via verde, ou de outros como o caso de João.

A Comissão Europeia, consciente desta situação tem vindo a trabalhar com as cinco principais empresas europeias do setor (Avis, Europcar, Enterprise, Hertz e Sixt), tendo chegado recentemente a um acordo com as mesmas, visando conferir transparência na relação das empresas com os consumidores.

As principais novidades deste acordo são as seguintes:

O preço total da reserva inclui todas as despesas obrigatórias.

Serviços de aluguer principais descritos em linguagem simples. Os consumidores passarão a obter informações claras acerca das principais características do aluguer (quilometragem incluída, política de combustíveis, política de cancelamento, requisitos de depósito, etc.).

Informações claras sobre seguros adicionais. Os consumidores obterão os preços e pormenores dos elementos opcionais do contrato, em especial os seguros que reduzem a franquia a pagar em caso de danos. O que é coberto pelo seguro no preço de base do aluguer e por qualquer seguro adicional deve ser claramente indicado antes de o consumidor assinar o contrato.

Política de combustíveis transparente. Os consumidores terão sempre a opção de levantar o carro com o depósito cheio e de o devolver nas mesmas condições.

No que se refere aos danos provocados às viaturas:

Procedimento claro de inspeção dos veículos.
Os consumidores obterão os motivos e as provas de eventuais danos, antes de procederem ao pagamento.

Processos equitativos de tratamento dos danos. Os consumidores terão oportunidade de contestar os danos antes de fazer qualquer pagamento.

Assim, com as novas regras, João deveria ter sido claramente informado daquilo que está coberto pelo serviço de aluguer de base, especialmente os danos não cobertos ou não abrangidos pela franquia. Além disso, a empresa de aluguer de automóveis teria de apresentar a João a fatura da reparação ou uma estimativa razoável do custo da reparação, antes de lhe cobrar a reparação.

Fernando Viana

Fonte: Diário do Minho, 03-09-2017

Onze Acidentes por Dia Sem Seguro
18 Set. 2017

O Fundo de Garantia Automóvel recebeu 2007 participações de acidentes com automóveis sem seguro nos primeiros seis meses deste ano, o equivalente a uma média de onze sinistros por dia. Trata-se, segundo a instituição, do "mesmo número verificado em igual período de 2016".

O fundo, que é gerido pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, pagou cerca de 7,6 milhões de euros em indemnizações nos seis primeiros meses deste ano, de acordo com os dados divulgados pela entidade reguladora do setor segurador. Foram mais 556 mil euros do que no mesmo período, o que representa um aumento de oito por cento nas compensações pagas.

Apesar de pagar as indemnizações, o fundo exige o reembolso dos montantes despendidos aos responsáveis envolvidos nos acidentes sem seguro. Nesse sentido, recuperou 1,3 milhões de euros em reembolsos, mais 18% do que no mesmo período de 2016, ainda de acordo com as estatísticas agora divulgadas.

Este fundo paga indemnizações devidas por acidentes de viação envolvendo automóveis sem seguro ou responsáveis desconhecidos.

No ano passado foram participados 3903 acidentes, 3412 dos quais ocorreram no território do continente, 88 na Madeira, 44 nos Açores e 359 no restante Espaço Económico Europeu. A colisão e o choque entre veículos representaram 80% dos acidentes participados: 3119 registos.

Segundo o relatório anual de 2016, foram registados 235 acidentes causados por responsável desconhecido (mais 36% dogue em 2015), dos quais resultaram oito mortes.

O fundo garante indemnizações a lesados por danos corporais até aos cinco milhões de euros e, no caso de danos materiais, até um milhão de euros.

Em termos globais, os acidentes custaram às seguradoras 551 milhões até junho. Segundo as contas da supervisora, foram gastos mais 18,8 milhões do que em igual período de 2016. No que toca aos prémios pagos no 1º semestre, o ramo automóvel teve um aumento de 5,4%.

Raquel Oliveira
Fonte: edição impressa do Correio da Manhã (06-09-2017)

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