Saiba como consegue ver se um carro tem seguro
07 Mar. 2018

O portal da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões permite ver ser um carro tem seguro. Saiba como e para que serve.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões – ASF disponibiliza um serviço online, através do seu site, que permite ver se um carro tem seguro, ou seja, com base na matrícula de determinado veículo, consegue garantir se o mesmo tem seguro automóvel e aceder a outras informações do seguro.

Trata-se de uma ferramenta proporcionada pela ASF, que se pode revelar muito útil em situações como em sinistros provocados por um veículo em fuga, entre outros. Saiba como ver se um carro tem seguro e para que serve a informação.

VER SE UM CARRO TEM SEGURO: COMO
É muito rápido, simples e gratuito ver se um carro tem seguro, através da matrícula, no portal da ASF. Na própria página inicial do portal encontra essa ferramenta [em alternativa, faça scroll até abaixo, na página inicial do nosso site, para chegar à ligação], em que basta indicar a respetiva matrícula do veículo para saber a informação (por exemplo, 00- ZZ-00). Em alternativa, pode também verificar o seguro através da matrícula no Portal do Consumidor da ASF. Além da matrícula, pode ainda indicar uma data para ver qual o seguro contratado em determinada data.

VER SE UM CARRO TEM SEGURO: INFORMAÇÃO APRESENTADA
Se a matrícula estiver registada e o seu registo estiver atualizado na base de dados (de seguros) nacional, é apresentada a seguinte informação:

A entidade seguradora;
O número de apólice e a data – início e final – do seguro (validade);
É também disponibilizada uma versão para impressão.

No entanto, por questões de proteção de dados pessoais, não é possível, através da matrícula, aceder aos dados do proprietário do veículo.

PARA QUE SERVE
Ao permitir ver se um carro tem seguro, esta ferramenta de pesquisa da ASF pode ser muito útil em variadas situações, nomeadamente:

1. Para recordar o nome de uma seguradora (com quem já tenha trabalhado, por exemplo);

2. Se estiver a ponderar contratar um seguro automóvel numa nova seguradora, pode rapidamente retirar uma dúvida referente ao seguro de forma célere, sem necessidade de recorrer aos papéis do seguro;

3. Nos casos em que alguém é vítima de prejuízos (acidente) provocados por um veículo em fuga, mas que tenha conseguido identificar a respetiva matrícula da viatura. Nestas situações, permite também pesquisar a seguradora onde o veículo está registado, contactar a seguradora e iniciar o pedido de indemnização pelos danos causados.

Refira-se que em caso de acidente envolvendo uma viatura sem seguro, o lesado poderá acionar o Fundo de Garantia Automóvel.

 

Fonte: http://www.e-konomista.pt/artigo/ver-se-um-carro-tem-seguro

ANunes Volta a Apoiar o Desporto Automóvel na Madeira
26 Fev. 2018

A ANunes continua a apoiar o desporto automóvel na Madeira. O Belarmino Sousa e o navegador Hugo Silva vão cumprir o Troféu de Rampas, junto com outros ralis do ano, como o Rali Vinho da Madeira. O Toyota Corolla adquirido pela AS Car Rally Team irá agora ostentar o patrocínio ANunes na sua decoração.

7 boas razões para fazer um seguro de saúde
19 Fev. 2018

Hoje em dia, existem diversas (e boas) razões para fazer um seguro de saúde. Descubra quais são e considere incluir este investimento no orçamento.

Há excelentes razões para fazer um seguro de saúde e vai gostar de estar bem informado. De acordo com a Marktest, o número de portugueses com seguro de saúde tem aumentado de forma consistente nos últimos anos.

Os dados de abril de 2017 apontam para a existência de 2346 beneficiários de seguro de saúde – o número mais alto desde há 13 anos. Este aumento significativo parece ser o mote ideal para ficar a saber quais são os excelentes motivos para fazer um seguro de saúde. Fique atento.

Este sistema é uma alternativa ao Sistema Nacional de Saúde (SNS) e pode garantir a sua segurança e a dos seus familiares diretos no acesso rápido e eficaz aos cuidados médicos necessários. Vamos descobrir porque deve ter um?

7 RAZÕES PARA FAZER UM SEGURO DE SAÚDE

1. RAPIDEZ NO ATENDIMENTO
É inevitável: aguardar pela marcação de consultas através do SNS pode ser uma autêntica dor de cabeça. Com um seguro de saúde, o tempo de espera é bem mais curto nas consultas de especialidade.

2. ACESSO A UMA AMPLA REDE DE PRESTADORES DE CUIDADOS DE SAÚDE
Com o seguro de saúde, pode aceder a uma enorme rede de prestadores de cuidados de saúde em todo o país e de forma bastante simples, rápida sem grandes preocupações para si e para a sua família.

3. VANTAGENS PARA TODA A FAMÍLIA
É uma das grandes razões para fazer um seguro de saúde: os planos podem incluir toda a família e, em alguns casos, com descontos vantajosos para as famílias numerosas.

4. GRANDE VARIEDADE DE SEGUROS DE SAÚDE
Hoje em dia, existem diversos seguros de saúde com coberturas e capitais distintos. A oferta é variada e basta uma pequena pesquisa sobre os pacotes disponíveis no mercado para encontrar o seguro de saúde que melhor se adequa às suas necessidades (e à sua carteira).

5. POUPANÇA GARANTIDA
Alguns tratamentos são verdadeiramente dispendiosos e os seguros de saúde permitem a realização de diversos procedimentos médicos (aparelhos de correção dentária, por exemplo) a preços competitivos e com descontos vantajosos.

6. SEGURANÇA FINANCEIRA
Com um seguro de saúde consegue controlar de forma mais eficaz os gastos inesperados e de última hora em tratamentos médicos. Dessa forma, não terá de despender avultadas quantias de dinheiro com tratamentos que não estavam previstos no orçamento familiar.

7. SEGURO DE SAÚDE TEM BENEFÍCIOS FISCAIS
Esta é mais uma das boas razões para fazer um seguro de saúde. Atualmente, pode deduzir 15% desses gastos no IRS – até um limite de 1000 euros (prémios que cobrem exclusivamente o risco de saúde).

Os seguros de saúde dispõem, ainda, de uma ampla rede de benefícios extra, como são o apoio ao domicílio e os descontos em diversos parceiros de bem-estar e lazer. Tudo depende do serviço contratado e dos serviços extra oferecidos pela seguradora em causa. Pesquise, avalie e considere a opção de incluir um seguro de saúde no seu orçamento.

Pedro Andrade

 

Fonte: http://www.e-konomista.pt/artigo/razoes-para-fazer-um-seguro-de-saude

Os seguros estão a mudar, para melhor
12 Fev. 2018

Se a crise financeira mudou a forma como vemos os bancos, as seguradoras estão a mudar a forma como os clientes veem os seguros.

De estruturas num setor reativo, com touchpoints com os clientes reduzidos a empresas dinâmicas e inovadoras, as seguradoras estão a iniciar um processo de mudança que as vai tornar líderes da transformação digital.

No passado, a relação dos clientes com uma empresa seguradora reduzia-se aos momentos de renovação do seguro automóvel, do seguro multirrisco associado ao crédito à habitação (muitas vezes vendido via cross-selling com o banco) ou do seguro de vida. Com a generalização dos seguros de saúde, a ligação aos clientes intensificou-se, ainda que por intermédio dos múltiplos prestadores associados ao seguro – sendo muitas vezes a gestão dos mesmos efetuada por terceiros.

Neste contexto, a tecnologia está a ajudar as seguradoras a recentrar a relação com os clientes, tornando-as proativas nesta relação ao aumentar os touch-points e garantir uma capacidade de oferta de produtos e serviços cada vez mais ajustados às necessidades e perfis dos clientes. A reinvenção dos processos, a maior proximidade com os clientes e a capacidade de gerir melhor os riscos são os fatores chave desta mudança.

Em breve, uma seguradora vai conseguir propor aos seus clientes seguros personalizados e ajustados ao contexto, através de smartphones, da integração com as redes sociais e do IoT, por exemplo.

Imaginemos a seguinte situação: um cliente usa a app da sua seguradora e aceita partilhar a georreferenciação. Ao mesmo tempo, publica nas suas redes sociais fotografias ou comentários da sua viagem. Ao detetar que o cliente se encontra numa montanha, a 2.300 metros de altitude, e conjugando a informação recolhida, a seguradora pode propor um seguro de acidentes pessoais com cobertura de riscos ajustados à pratica desportiva, potenciando a relação com o cliente e maximizando o potencial de negócio.

Adicionalmente, num contexto de seguro de saúde, ao monitorizar o estilo de vida no que respeita ao exercício físico do segurado, utilizando por exemplo wearables, smartwatches, etc – mais uma vez, com a autorização deste -, a seguradora vai poder propor comportamentos mais saudáveis, como o incremento da prática desportiva. Caso o cliente aceite, a seguradora poderá premiar as alterações de comportamento com descontos nos seguros, bonificações nos prémios, etc. Ao mesmo tempo, está a tomar medidas para reduzir o risco associado a esse cliente, com a indução de um estilo de vida mais saudável.

O mesmo princípio poderá ser aplicável aos seguros auto, a partir da utilização do IoT nos veículos, com o custo associado aos seguros a ser ajustado em função do comportamento dos segurados, dependendo da monitorização da velocidade de condução, do nº de horas passadas ao volante, das distâncias médias percorridas e – porque não? – da proximidade ao veículo da frente em situações de filas de trânsito, reduzindo ou aumentando os prémios em função destes comportamentos.

A tecnologia existe e está disponível, e os benefícios são evidentes para todos os intervenientes. A sua aplicação ao modelo de negócio das seguradoras será inevitável. Os grandes desafios passarão agora a ser o tratamento dos grandes volumes de dados gerados e o alinhamento dos clientes com este novo modelo de negócio e de relação. A mudança está em curso.


Pedro Branco - Glintt Portugal

Fonte: http://www.bit.pt/os-seguros-estao-a-mudar-para-melhor/?inf_by=5a81b004671db815698b47bf

Suspender o seguro do carro: como e porquê
07 Fev. 2018

Suspender o seguro do carro pode ser uma opção quando pretende vender o automóvel. No entanto, existem algumas variáveis importantes a considerar.

O seguro automóvel não serve apenas para proteger o condutor e os passageiros; tem também o intuito de proteger peões, outros condutores e outras viaturas. Suspender o seguro do carro é uma opção caso pretenda vender o veículo e comprar um novo num curto prazo. Pode também anular o contrato do seguro. Veja qual é a situação mais favorável de acordo com os seus objetivos.

COMO SUSPENDER O SEGURO DO CARRO

Todos os carros são obrigados, por lei, a ter um seguro automóvel. A suspensão do seguro automóvel é uma alternativa à anulação do contrato de seguro, que tem a vantagem de o deixar usufruir das mesmas condições, visto que a apólice se mantém inalterada e não se verifica a perda de bonificações.

Nem todas as seguradoras aceitam suspender o seguro do carro. A maioria permite, contudo, a suspensão do contrato por 120 dias. Esta prática serve para o caso de deixar de ter automóvel durante pouco tempo porque pretende adquirir um novo a curto prazo.

Isto significa que tem 120 dias para registar um veículo novo na sua apólice. Caso não o faça dentro destes 120 dias, o contrato é automaticamente anulado a partir da data em que foi suspenso.

Pode ainda usar estes 120 dias para alterar a apólice, beneficiando do bónus da apólice anterior. Durante estes 120 dias, não incorre em quaisquer custos, uma vez que a apólice está suspensa, o que significa que mantém as características que tinha até à data da suspensão.

Deve ter em atenção que o contrato de seguro não se transmite por venda da viatura. Todavia, antes de tomar alguma decisão, seja ela alusiva à anulação ou suspensão do seguro automóvel, deve expor a sua situação à sua companhia de seguros, porque cada caso é um caso. Assim, poderão negociar a melhor solução, de modo a que haja vantagens para as duas partes.

CANCELAR TEMPORARIAMENTE O SEGURO DO CARRO

Existem vários motivos para querer cancelar o seguro do carro: insatisfação com o serviço e o preço, querer mudar de companhia, vender o carro, etc.

Os procedimentos para a anulação de um contrato de seguro automóvel podem variar de empresa para empresa, sendo que as condições para a anulação do contrato devem ficar definidas aquando da contratação. Mas existem procedimentos gerais. Os procedimentos para o cancelamento do seguro diferem de acordo com os motivos.

a) Encontrou um seguro a um preço melhor: se fez uma pesquisa no mercado e simulações e percebeu que existem ofertas mais vantajosas, pode denunciar o contrato. No entanto, só o pode fazer na data do vencimento e avisando a companhia com pelo menos 30 dias de antecedência. Fora desse período, só pode cancelar o seguro com justa causa;

b) Vai vender o carro: imagine que está a meio da anuidade e vendeu a viatura. Por causa disto, deixa de querer ter seguro e, por isso, quer proceder à sua anulação. Deve apresentar à sua seguradora o comprovativo de venda, de modo a que consiga dar início ao processo de cancelamento e restituição do valor do seguro referente aos meses dos quais não irá usufruir. Pode pedir o cancelamento e restituição do valor também em caso de acidente ou extinção da matrícula (desde que apresente provas);

c) Não pagou o serviço: se não pagar o prémio, o contrato fica sem efeito. Se considerar que deve mudar de seguro porque o atual já não é do seu interesse, basta deixar de fazer o pagamento. Em caso de pagamento através de débito direto, deve informar a companhia de seguros com 30 dias de antecedência.

Ana Duarte

fonte: http://www.e-konomista.pt/artigo/suspender-o-seguro-do-carro

Seguro de vida: tudo o que deve saber
09 Jan. 2018

O seguro de vida está, para uma boa parte dos portugueses, intimamente ligado ao crédito à habitação. Ou, se preferir, normalmente quem tem um seguro desse género, tem-no porque a grande maioria dos empréstimos para habitação obrigam, por parte das entidades bancárias, à contratação de um seguro de vida como garantia do empréstimo do imóvel.

A razão é simples: em caso de falecimento ou invalidez de um dos titulares, a dívida é liquidada sem se realizar a hipoteca. No entanto, a sua contratação pode também estar relacionada com uma necessidade de proteção e prevenção, concretamente a de garantir a segurança do património financeiro da família (especialmente se tiver filhos) em caso de morte.

O QUE É E COMO FUNCIONA O SEGURO DE VIDA?

É um seguro que tem como coberturas principais o risco de morte ou de sobrevivência (ou ambos) de uma ou mais pessoas. Em alguns casos também garante outras coberturas complementares, como o risco de invalidez, de acidente ou até de desemprego.

No caso do seguro de vida que cobre o risco de morte, o segurador paga ao beneficiário (indicado pela pessoa segura) o capital acordado, isto se a pessoa segura perecer durante o período acordado no contrato. É um tipo de seguro habitualmente associado ao crédito à habitação.

Já no seguro de vida que cobre o risco de sobrevivência da pessoa segura, o segurador paga ao beneficiário (indicado pela pessoa segura) o capital acordado, caso a pessoa segura se encontre viva no término do contrato. Este tipo de seguro é usual na constituição de uma poupança. Além disso, o beneficiário até pode ser a própria pessoa segura.

É também possível existirem modalidades que incluam estas duas situações.

COBERTURAS DO SEGURO DE VIDA

Os seguros de vida mais amplos contemplam as coberturas de morte e Invalidez Total e Permanente (ITP). Normalmente, estão cobertas as indemnizações por doença ou acidente que resulte numa incapacidade total e permanente para executar a profissão habitual ou qualquer outra (remunerada) compatível com as aptidões e as valências do indivíduo.

O grau de incapacidade deve ser superior a 65% e implica a apresentação de um certificado médico com as causas da mesma, bem como um relatório da atividade profissional exercida no momento do sinistro. No entanto, estas coberturas podem também agravar o prémio do seguro.

As apólices mais simples apenas abrangem a Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD), que é declarada quando alguém, por doença ou acidente, fica totalmente incapacitado para realizar qualquer atividade e depende da assistência de uma terceira pessoa para as tarefas diárias.

Fonte: http://www.e-konomista.pt/artigo/seguro-de-vida

Seguro de Vida: a Nova Febre da Poupança?
02 Jan. 2018

Nos últimos meses temos assistido ao intensificar das campanhas de captação de seguro de vida associado ao crédito habitação. O que terá acontecido? Será justificável? E será que é mesmo possível poupar dinheiro nestes seguros? É disto que vamos falar já de seguida.

Seguro de vida habitação, o novo El Dorado?

Durante muitos anos alguns bancos aproveitaram o desconhecimento dos seus clientes para vender seguros de vida com preços demasiado elevados. Como o critério de seleção do banco para o crédito habitação era exclusivamente o spread, os bancos aproveitavam e subiam as suas margens de lucro por esta via.

Um segundo fator prende-se com a concorrência no setor dos seguros. Até 2009 os bancos podiam condicionar a contratação dos seguros na sua seguradora. Por outras palavras, não havia concorrência.

Agora há concorrência - Mude e poupe muito dinheiro

A partir de 2009 a lei veio proteger os consumidores bancários e permitir-lhes mudar de companhia de seguros. Assim já é possível mudar de companhia de seguros e beneficiar dos bons efeitos da concorrência. Os bons efeitos são não só a redução do preço mas também a melhoria das coberturas. Conseguimos agora poupar dinheiro e estar mais protegidos.

O banco pode subir o spread?

A resposta à pergunta depende da data da sua escritura. Por norma, escrituras anteriores à alteração legislativa que referimos (2009) terão mais facilidade em transferência sem aumento do spread. Alterações posteriores poderão resultar num aumento do spread mas o fundamental é perceber que na grande esmagadora maioria dos casos a eventual penalização é muito inferior à poupança gerada pela transferência do seguro de vida.

Cuidados a ter

É possível poupar dinheiro na mudança do seguro. No entanto, na sua análise deverá ter em consideração que deve procurar toda a informação e comparar aquilo que é comparável. Ou seja, ter em atenção as coberturas e as exclusões. Adicionalmente, tenha em conta que nunca deve mentir à companhia de seguros. Ou seja, deve ser verdadeiro no questionário clínico para evitar que a seguradora tenha motivos para não pagar o sinistro em caso deste ocorrer.

 

Fonte: http://lifestyle.sapo.pt/vida-e-carreira/dinheiro-e-carreira/artigos/seguro-de-vida-a-nova-febre-da-poupanca

Sector dos seguros é o segundo sector com os clientes mais satisfeitos, segundo o estudo ECSI Portugal
27 Dez. 2017

Transportes da Área Metropolitana do Porto ultrapassam os da Área Metropolitana de Lisboa em todas as variáveis do estudo feito no âmbito de uma parceria entre o IPQ, a Associação Portuguesa para a Qualidade e a Universidade Nova de Lisboa.

Os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa obtiveram, este ano e pelo quinto ano consecutivo, os piores resultados do índice nacional de satisfação do cliente ECSI Portugal, segundo os dados do estudo agora divulgados.

O ECSI Portugal é um sistema de medida da qualidade dos produtos e serviços e é desenvolvido no âmbito de uma parceria entre o Instituto Português da Qualidade, a Associação Portuguesa para a Qualidade e a NOVA Information Management School da Universidade Nova de Lisboa.

No estudo de 2017, o sector dos transportes da Área Metropolitana de Lisboa obtém o mais baixo índice de satisfação, registando 6,27 pontos. Apenas 12% dos clientes inquiridos se afirmaram como muito satisfeitos.

Os autores do estudo referem que “já os transportes da Área Metropolitana do Porto ultrapassam os da Área Metropolitana de Lisboa em todas as variáveis”.

O melhor resultado é obtido pelo sector do gás em garrafa, que regista um índice de 7,86 pontos, com 47,6% dos clientes inquiridos a declararem-se muito satisfeitos. Trata-se do mais elevado índice de satisfação do sector desde 2007. Este sector obtém ainda os mais elevados índices médios nas variáveis imagem, expectativas e lealdade do cliente.

A seguir aparece o sector dos seguros, com um índice de 7,61 pontos e 38% de clientes muito satisfeitos.

ECSI Portugal abrange os vários sectores de atividade da economia nacional e é feito ininterruptamente desde 1999.

Telefone fixo satisfaz clientes

De entre os subsectores das telecomunicações estudados, o serviço telefónico móvel é o que regista uma maior satisfação dos clientes, enquanto a internet fixa e móvel obtêm os mais modestos desempenhos.

Os sectores da banca, eletricidade e dual são os que “apresentam as maiores diferenças positivas entre os índices de qualidade apercebida e de valor apercebido, enquanto o sector dos combustíveis apresenta a menor diferença”, referem os autores do estudo.

“Conclui-se, assim, que a introdução do preço induz numa penalização na avaliação que os clientes fazem da qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas, sendo esta penalização particularmente significativa no caso dos primeiros sectores e menor no caso dos combustíveis”, acrescentam.

Para elaborar este estudo, foram feitos 16.322 inquéritos válidos, sendo entrevistados, de um modo geral, cerca de 250 clientes para cada uma das 65 empresas estudadas.

Todos os resultados obtidos por empresa foram depois ponderados de acordo com a respetiva quota de mercado, de modo a apurar os resultados por sector.

Ricardo Santos Ferreira

Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/transportes-de-lisboa-tem-pior-indice-de-satisfacao-de-clientes-pelo-quinto-ano-consecutivo-243996

Parceria ANunes - Across Morning
20 Dez. 2017

A Across Morning é uma empresa de estudos de mercado e de marketing que faz um trabalho de desenvolvimento à medida das necessidades dos seus clientes. A partir de hoje, os clientes ANunes que quiserem contar com os serviços da Across Morning, terão direito a descontos especiais por orçamento solicitado. O valor desse desconto é avaliado individualmente, de acordo com o ramo de negócio.

Mais informações sobre a Across Morning em www.acrossmorning.pt ou em www.facebook.com/Across-Morning-Estudos-de-Mercado-e-Marketing-925257710892349.

Há Vida Depois do Automóvel?
30 Nov. 2017

A emergência dos veículos autónomos poderá levar as marcas a venderem os automóveis com seguros integrados, o que representa uma ameaça para o sector. Tendo em conta que o seguro automóvel é a porta de entrada de muitos clientes, as seguradoras precisam de criar novos produtos, ou formas de chamar e fidelizar os clientes.

Tradicionalmente, as seguradoras portuguesas têm na vertente automóvel um dos seus pontos fortes, com peso substancial nas carteiras de clientes. Todavia, este segmento poderá ser alvo de ameaça, fruto de uma maior preponderância das viaturas de condução autónoma.

Têm vindo a surgir várias notícias que dão conta que a construtora automóvel 'Fesla planeia vender os seus veículos com seguro incluído, o que poderá ser um repto ao mercado e afigurar-se como uma ameaça para o sector segurador, que poderá ver o papel do automóvel perder importância no negócio. «Essa será a realidade e todos seremos confrontados com ela. Temos consciência desta configuração», referiram os responsáveis presentes no pequeno-almoço de Seguros, no Hotel Dom Pedro. A debater o rumo do sector estiveram António Carlos Carvalho (Lusitania), Inês Simões (Ageas), Maria Rodrigues (Allianz), Mariana Monteiro (Eurovida/Popular Seguros) e Rodrigo Esteves (Liberty).

Tendo em conta a possibilidade de as próprias marcas venderem seguros e juntamente com as tendências da condução autónoma e dos carros partilhados, a perda da fatia do seguro automóvel é um cenário possível. «Mas falta uma questão fundamental: as pessoas. Quem assegura os danos pessoais? Penso que seja essa a grande diferença do sector dos seguros e uma das mais-valias em prol desta eventual concorrência», referem os responsáveis. E dão como exemplo um automobilista que, ao abrir a porta do carro, bate numa outra viatura. Aí já não será responsabilidade da marca automóvel, mas sim uma distracção do condutor. «Será que a marca assumirá esses custos? Ou, uma vez que nada tem a ver com condução, a responsabilidade passa a ser do condutor?», questionaram.

Outra das temáticas prende-se com o futuro dos mediadores de seguros. Prevê-se que, no futuro, a sua actividade não passará pelo automóvel, pois se o automobilista conseguir efectuar todos os passos necessários para obter um seguro através da internet, a sua função perderá relevância. Contudo, os presentes no pequeno-almoço de debate não vêem esta situação de forma apreensiva. «As margens do seguro automóvel não são as mais vantajosas, existindo produtos muito mais rentáveis para os mediadores. E falamos de produtos que permitem uma maior aproximação e estreitamento da relação com o cliente. E os mediadores já começam a des pertar para esta situação, pois estão cientes de que não podem viver exclusivamente do seguro automóvel», explicam.

Não obstante, ficou ciente de que os mediadores não tem tanta preparação quanto as organizações n.o que respeita a esta transformação digital, podendo ser os elementos mais prejudicados neste processo. «Tem de haver um maior esforço por parte das organizações, para melhor instruir os seus mediadores, através da criação de uma linguagem mais acessível, que lhes confira mais competências para o negócio», vincam os presentes.

O automóvel é, assim, uma porta de entrada para o cliente, mas esse panorama poderá mudar. Existe já uma maior relação com os clientes, no que respeita a políticas de fidelização, que permitirão, no futuro, chegar ao cliente por outra via que não o automóvel. «Ainda assim, há muito mais dúvidas que cèrtezas, pelo que estamos perante uma temática ainda sem um desfecho previsível. Mas não considero que seja o automóvel que irá mudar o negócio, mas sim a transformação digital que ditará o futuro do mesmo», explicam os responsáveis.

A oferta das empresas seguradoras em Portugal é vasta, mas existem produtos que registam uma baixa taxa de penetração no mercado, como os seguros de responsabilidade civil, acidentes pessoais e até o seguro de vida. «Tradicionalmente, o português não vê um seguro como um investimento. Mas a evolução da sociedade trouxe consigo novos riscos, pelo que é necessário criar seguros para os mesmos», salientam os presentes. E fornecem como exemplo os drones, cujo risco associado à sua utilização (ferimentos a outras pessoas. embate noutros drones ou aparelhos aéreos) pode implicar a criação de seguros. Noutros mercados já existem aplicações on-demand, que cobram um valor consoante um período de utilização.

Perante este exemplo, o caminho dos seguros passará pela necessidade. «Se fizer uma viagem. aparecer-me-á uma opção para incluir um seguro na mesma. Se for praticar uma actividade de alto risco, terei unia plataforma online que me disponibiliza um seguro apenas para aquele momento. A transformação dos seguros passará por aí e surgirão muitas novas oportunidades de negócio. Mas enquanto actuar de forma standard, isso não será possível», explicam os presentes, referindo que este é um exemplo de soluções que ainda não são uma realidade em Portugal, muito por culpa da configuração deste mercado.

«O sector dos seguros ainda é muito standard, condicionado por sistemas. E os clientes já pedem soluções mais versáteis. sejam referentes aos seguros automóveis como aos de vida. Estes novos riscos exigem uma maior flexibilidade e preparação das empresas para fazer frente às novas necessidades dos clientes», explicam os convidados.

O conceito de risco e a noção de o transferir para uma seguradora (entidades sérias que resolverão problemas que possam surgir) não existe em Portugal. «Tem sido feito muito trabalho nesse sentido, mas ainda não se alcançou a situação desejada. O português é muito conservador, não vê o seguro como um investimento. Em oposição, por exemplo, um consumidor inglês que vem a Portugal jogar golfe, assim que paga para jogar pergunta se o seguro já está incluído no preço. Na plataforma Airbnb, o consumidor francês ao serem-lhe entregues as chaves da casa, perguntará sempre pelo seguro. E estes exemplos acontecem com consumidores um pouco por toda a Europa, menos em Portugal. É impensável que um turista europeu venha a Portugal e não peça um seguro para um qualquer serviço que solicite», referem os presentes no pequeno-almoço de debate.

Quanto aos consumidores portugueses, quando lhes é oferecida a possibilidade de pagar uni valor extra para ter um seguro, declinam essa possibilidade. Sobretudo no caso dos smartphones: o cliente é capaz de comprar um topo de gama, mas prescinde de segurar o dispositivo.

O seguro tem de estar incluído no preço final, caso contrário o consumidor irá prescindir do mesmo. No caso dos consumidores mais jovens, se as seguradoras conseguirem associar um seguro à aquisição ou ao consumo. estarão mais predispostos para estes produtos. «Se conseguirmos embutir o seguro associado à utilização, os consumidores entenderão o risco como algo momentãneo, ao invés de um pagamento anual, e mais facilmente aceitarão fazer um seguro», referem. Ora isto fará com que, actuando apenas tendo em conta o risco, o preço médio de cada produto aumentará. Em contrapartida, o prémio anual deverá descer. No entanto, o consumidor dará mais valor ao seguro, pois sente que apenas paga por um seguro quando realmente necessita de estar segurado ou segurar algo.

No caso dos seniores portugueses (de referir que, actualmente, 52% da população tem mais de 50 anos), estamos perante um target mais velho, com poder de compra, que viaja e está predisposto a comprar. E, acima de tudo, tem noção de que se acontecer algum problema. quer estar protegido. Mas ainda não foi traçada a melhor forma de chegar a este consumidor. «Apesar de estarem mais sensibilizados para o risco, os seniores representam um desafio maior, pois temos de pensar em novas soluções para fazer frente às necessidades de uma população cada vez mais envelhecida», finalizam os presentes no pequeno-almoço de debate.

 

Fonte: Marketeer - edição de 01-11-2017

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